Dream News (DN) – Atualmente, é considerado como um dos artistas portugueses mais influentes da sua geração… Como se sente ao ter alcançado este feito?
David Carreira (DC) – Sinto-me extremamente contente… Ao longo dos últimos 14 anos desenvolvi projetos muito bonitos que me fizeram sonhar ao mais alto nível e, como é óbvio, estou muito feliz com o trabalho realizado durante este período. Posso afirmar, sem qualquer tipo de dúvida, de que continuo a sonhar e, dentro em breve, pretendo ir “mais além”. Contar com a presença dos fãs em todos os concertos e respetivos lançamentos deixa-me feliz e orgulhoso de todo o trabalho que tem sido desenvolvido. A nível nacional e internacional tenho vindo a “trilhar” o meu caminho, felizmente, com sucesso. Pretendo dar continuidade e, se possível, fazer mais e ainda melhor… Sou muito feliz com o que faço!
DN – Apesar de ser filho de Tony Carreira, conseguiu estabelecer o seu próprio nome a nível nacional e internacional… Como descreve o caminho que traçou e percorreu até aos dias de hoje?
DC – Tenho percorrido o meu caminho com muita calma e ponderação. Na música, um cantor, quando começa, tem muitos sonhos e idealiza a realização de inúmeros projetos. Aproveito a oportunidade para agradecer a todas as pessoas que me têm acompanhado e apoiado ao longo destes 14 anos de carreira. Tenho muitos sonhos que pretendo realizar no futuro… Dentro em breve, vou dar um passo muito importante a nível internacional. Vou lançar projetos, muito bons, em França, que contarão com a participação de artistas internacionais. Continuo a escrever a minha história com a maior dedicação e amor.

DN – Quais foram as dificuldades sentidas no início da sua carreira?
DC – No início de qualquer carreira profissional existem sempre dificuldades. Diria que tive um início muito atípico porque, na verdade, nunca pensei ter uma carreira ligada à música, visto que sempre sonhei em ser jogador de futebol. Quando tinha 18 anos, tive a possibilidade de entrar na série “Morangos com Açúcar”. Na altura, estava a terminar o 12.º ano e considerava a hipótese de entrar para a faculdade para tirar um curso ligado à Economia e/ou à Gestão. Na verdade, a minha participação nos “Morangos com Açúcar” veio alterar todos os meus planos porque ainda durante as gravações comecei a escrever e gravar músicas que se transformaram rapidamente num álbum… É caso para dizer que o meu percurso foi surpreendente e rápido. As maiores dificuldades que senti no início estiveram relacionadas com a criação da minha própria estrutura e de estar rodeado das pessoas certas. Sempre tive a mentalidade de ser independente para poder realizar todos os projetos que ambicionava. Ser independente, por vezes, é complexo porque é necessário gerir bem toda uma equipa. Para além de ser cantor, assumo o papel de gestor… Apesar de pertencer a uma família ligada à música, existiam, no início, muitos aspetos sobre os quais não tinha qualquer tipo de noção e tive de passar por um processo de grande aprendizagem.
DN – Com o passar do tempo, tem noção que se tornou num talento multifacetado que o torna como um dos artistas mais completos e respeitados da atualidade em Portugal? Como tem lidado em este feito?
DC – Tenho lidado de uma forma muito natural. A representação, no início, deu- -me uma “bagagem” que comecei por usar também muito na música. Ter a noção da colocação das câmaras e da forma como eram feitos os guiões ajudaram-me muito na produção dos meus videoclipes. Conforme o tempo foi passando, felizmente, fui recebendo cada vez mais convites para participar na área da representação, na área da música e da apresentação de vários programas de televisão. Recordo-me que também criei programas de Culinária para as redes sociais e para o YouTube. À medida em que a minha carreira foi evoluindo fui ganhando outras características e outros desafios. Como referiu na pergunta, em Portugal, não é muito comum uma pessoa ser ator, apresentador, cantor, dançarino e gestor… Sinto-me muito feliz porque consegui fazer o meu melhor em todas estas áreas. Diria que fui ao encontro de todas as referências de artistas que considerava, desde criança, multifacetados. Falo, por exemplo, de Elvis Presley, Michael Jackson, entre muitos outros.

DN – Até ao momento, já lançou quantos álbuns? Em média, quanto tempo necessita para preparar, produzir e lançar um álbum?
DC – Já lancei muitos álbuns… Diria que, em média, lancei um por ano, o que perfaz cerca de 14 álbuns. O tempo que necessito para preparar, produzir e lançar um álbum é muito variável porque cada um tem um processo diferente de criação e de lançamento. Tudo depende do processo criativo e das equipas que passam e colaboram nos respetivos projetos…
DN – Como se sentiu ao perceber que o seu primeiro álbum ganhou logo popularidade e liderou de imediato os tops de vendas nacionais?
DC – No início, era tudo novidade e, como tal, não pensava muito no que estava a acontecer. O sucesso do primeiro álbum, para mim, foi algo de extraordinário e surpreendente. Graças a Deus que tudo tem corrido muito bem e, atualmente, olho para a minha carreira e agradeço por tudo o que tem ocorrido. É, claro, que nos dias de hoje, olho para a música de uma forma completamente diferente porque adquiri, ao longo dos anos, mais experiência e pretendo fazer cada vez mais e melhor…
Tenho muitos sonhos que pretendo realizar no futuro… Dentro em breve, vou dar um passo muito importante a nível internacional. Vou lançar projetos, muito bons, em França, que contarão com a participação de artistas internacionais. Continuo a escrever a minha história com a maior dedicação e amor.
David Carreira
DN – Desde 2011, tem tido uma carreira pautada por inúmeros sucessos que se traduziram já em mais de 340 milhões de visualizações no YouTube, centenas de milhar de ouvintes no Spotify e um milhão de seguidores no Instagram… O que representa para si a obtenção destes números? É um jovem orgulhoso por todo o trabalho desenvolvido até ao momento ou pretende elevar todos os seus sonhos para um patamar ainda maior?
DC – Não me considero um jovem orgulhoso porque, na minha opinião, existe sempre mais para fazer… Estou muito feliz por tudo aquilo que alcancei até ao momento, mas pretendo sonhar ainda mais alto. Entre 2011 e 2025, concretizei, efetivamente, muitos sonhos. Hoje em dia, dada a experiência adquirida, já não vejo que possam existir sonhos impossíveis. O meu sonho, neste momento, passa pela internacionalização… Se trabalharmos focados e dedicados conseguimos alcançar todos os nossos sonhos.
DN – Para além do sucesso alcançado a título individual, também tem colaborado com artistas internacionais de enorme renome… Até ao momento, trabalhou com quem e qual é o balanço que faz das diversas parcerias realizadas?
DC – A lista é extensa… Sempre fui apologista de junções musicais/partilha. Sempre tive como objetivo colaborar com outros artistas. Tenho a certeza de que quando se trabalha em conjunto conseguimos criar uma “obra” superior e mais bonita. A magia por nós criada acaba por se refletir na satisfação do público através da transmissão de emoções.

DN – A nível nacional, já realizou, desde o início da carreira, quantos concertos? O que sentiu ao ter esgotado, por duas vezes, a maior sala de espetáculos do país, o Meo Arena?
DC – Em média, desde o início da minha carreira até agora, já realizei cerca de 1.100 concertos. É óbvio, que o número cresce se acrescentar os concertos em rádios e/ou em outros locais e/ou em outras ocasiões. Ter esgotado o Meo Arena, por duas vezes, foi efetivamente muito especial. Ser, atualmente, o artista mais novo a esgotar o Meo Arena, para mim, é uma enorme felicidade. Sou um cantor muito sortudo porque tenho o melhor público do mundo.
DN – Qual é o seu maior sonho na área da música?
DC – Continuar a fazer música por mais 14 anos.

DN – Tem a noção efetiva de que seja na música ou no écran, é um artista inovador e, ao mesmo tempo, inspirador para todas as pessoas que seguem o seu trabalho?
DC – Não penso muito nisso. Gosto muito de fazer música e é assim que sou feliz. No entanto, tenho a plena consciência de que através da minha música acabo por ter alguma influência na vida das pessoas… Quando vejo, por exemplo, fãs que possuem tatuagens com letras das minhas músicas, fico emocionado e muito grato.

Live com… David Carreira:
DN – O que mais gosta de fazer nos tempos livres?
DC – Praticar desporto.
DN – Qual é o seu prato favorito?
DC – Gosto de comer tudo… Não tenho um prato que defina como favorito. Sou um bom garfo.
DN – Que desporto gosta de praticar?
DC – Futebol.
DN – Qual foi, até ao momento, a viagem que mais o marcou e porquê?
DC – Cabo Verde.
DN – Gosta mais de ouvir música ou de ver televisão?
DC – Depende dos dias.
DN – Quem quiser ajudar a Associação Sara Carreira, como deve proceder?
DC – Quem quiser ajudar ou ser ajudado, deve aceder ao site www.saracarreira.com. Lá está disponível toda a informação imprescindível acerca das diversas formas como se pode ajudar a Associação para que esta possa ajudar a concretizar sonhos de todos os que precisam de ajuda.
