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A alta velocidade e ao volante com Bernardo Sousa

Bernardo Sousa está a competir na 13.ª temporada do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). Para o piloto madeirense, este é um sonho que se torna realidade. Para ele, ser piloto é um dom que nasceu com ele. Desde pequeno sempre foi motivado e apoiado pela família… Os ralis para ele são uma paixão, dada a espetacularidade dos mesmos. Os anos passaram, as conquistas multiplicaram-se e, atualmente, é visto como um piloto de enorme referência e, como tal, está a participar numa das provas mais conceituadas a nível mundial. Bernardo Sousa está a representar Portugal ao mais alto nível. 

Dream News (DN) – Iniciou a sua carreira nos karts, em 1999. O que o moveu ou atraiu para começar a competir a nível nacional e internacional nesta categoria?

Bernardo Sousa (BS) – Sempre fui apaixonado por carros e toda a sua envolvência desde muito novo, por ligação do meu pai e mãe aos automóveis mais concretamente aos ralis. Essa paixão levou a que o meu pai me oferecesse um kart em pequenino. O que começou como uma brincadeira, rapidamente escalou para uma coisa mais séria, dado que entrei para em campeonatos regionais, nacionais e depois internacionais

DN – Era a adrenalina que mexia consigo?

BS – A adrenalina, claro, que era o sentimento maior, mas a ambição e a competição de fazer mais e melhor levou-me a que nunca parasse.

DN – Em 2005, decidiu experimentar outra vertente do desporto automóvel, os ralis… Como surgiu a oportunidade e que recordações possui dessa altura?

BS – Em 2004/2005 testei as duas vertentes: fórmulas e ralis… A paixão pelos ralis, a espetacularidade e o maior desafio falaram mais alto.

DN – Desde então passou a participar nos ralis decorridos na sua terra natal, a Madeira, e também nos que ocorriam no continente. Naquela altura, sentia que era mesmo que o que queria fazer: ser piloto?

BS – Sempre fui piloto, acredito que nascemos com talentos, mas depois temos de ter a “porta aberta” para começar a caminhar… Quanto à passagem para os ralis, depois do teste, foi um passo a seguir na minha carreira. A vontade e a certeza de continuar a ser piloto já estava mais que estabelecido na minha cabeça!

DN – A época de 2008 ficou marcada pela sua internacionalização e pelos bons resultados, que progressivamente foi obtendo, tanto no Production Car World Rally Championship (PWRC), como no Campeonato de Portugal de Ralis. Para um piloto que foi progredindo, o que significou para si esta fase ascendente?

BS – Os ralis tornaram-se mais sérios em 2008, quando graças à mudança de um preparador, no fim de 2007, levaram-me a integrar a equipa da Redbull Júnior Team no Mundial de Ralis. Foi tudo muito rápido e o nível subiu muito. Esse ritmo fez com os grandes resultados começassem a aparecer. Conquistei alguns podiums, quer a nível nacional quer a nível do mundial, e até fui Rookie Of The Year. Mas isso levou a muita euforia e, por vezes, falhas por querer mais e melhor. Faltava a consistência que veio em 2010 com melhores resultados e o desejado título de campeão absoluto de ralis em Portugal. O mais jovem de sempre.

DN – Desde então, foi pautando a sua carreira sempre sustentada na perseverança, motivação e adrenalina?

BS – Isso é a minha vida, seja nas corridas, na vida pessoal ou empresarial… Levo a vida sempre com perseverança, motivação e profissionalismo!

DN – Em 2019, ocorreu um período menos bom, mas teve a coragem para aguentar, reerguer-se e voltar às competições… Foi uma lição ou uma aprendizagem? Hoje em dia é uma pessoa diferente?

BS – As pessoas não mudam, ou és bom ou não és! Eu sempre fui boa pessoa, educada e profissional! Tive sim uma fase menos boa que apenas aprendi, agarrei as oportunidades e deixei para trás as coisas erradas, sempre com a consciência do que é melhor para mim!

DN – Ultrapassado o obstáculo, apesar da timidez, teve coragem para participar numa edição do programa da TVI, Big Brother… Qual é o balanço da experiência? Sente que todas as pessoas deveriam vivê-la para crescer?

BS – O Big Brother (BB) foi isso mesmo, uma experiência que usei para me reerguer e me perdoar. Encarei os meus erros, dei a conhecer a minha história, mostrei que devemos assumir os medos e erros e corrigi-los. E a cereja no topo do bolo, conheci aquela que é a minha mulher. A Bruna Gomes, mais conhecida por Bru…  

 DN – Como acabou de afirmar, para além de se ter tornado vencedor da sua edição, também encontrou a sua atual esposa, a Bruna Gomes… Foi paixão à primeira vista? É a mulher da sua vida? Hoje em dia, já casados, qual é o balanço que faz de um relacionamento que cresceu num programa de televisão?

BS – Estamos juntos há três anos, casados há um. Acho que isso mostra o quanto esta era uma história de verdade. Parece um conto de fadas, o amor cura tudo.

DN – A Bruna Gomes é adepta de ralis ou fica nervosa sempre que o Bernardo entra em competição?

BS – No início foi mais difícil, pois não entendia bem como funcionavam as coisas. Hoje em dia, já se “habituou”.

Qualquer piloto na sua carreira sonha correr em três grandes corridas: 24h Daytona, Circuito do Mónaco ou 24 Le Mans. Eu terei oportunidade, para já, de fazer uma delas, logo a motivação e orgulho é ainda maior. Sou competitivo de natureza, logo anseio dar o melhor.

Bernardo Sousa

DN – Agora prepara-se para dar um novo e emocionante passo na sua carreira ao competir na 13.ª temporada do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC)… O que representa para si esta participação?

BS – Foi uma oportunidade que sempre sonhei (que quase aconteceu em 2012), mas não tinha de ser, e agora apareceu uma melhor, numa fase que estou mais maduro… Era isto que eu procurava!

DN – É uma prova muito especial… Qual é o seu objetivo, dado que a prova começa a 28 de fevereiro, no Qatar?

BS – É o melhor campeonato de endurance. Depois da Fórmula 1, é o campeonato mais importante, competitivo e mediático do mundo. Logo serão oito etapas de grande expetativa com o Ford Mustang GT3, da Proton Competizion.

DN – Como surgiu a oportunidade para participar no Campeonato Mundial de Endurance? Este é um dos passos mais importantes da sua carreira, dado que pode passar a ser uma referência a nível mundial?

BS – No final de 2024 surgiu um casting de rookies, fiz um bom trabalho e a equipa ficou muito satisfeita com o resultado. Depois disso surgiu o convite. Estou muito orgulhoso deste acontecimento na minha carreira.

DN – Está entusiasmado por participar naquela que é uma das corridas mais icónicas do mundo, as 24h Le Mans. Está determinado a dar o seu melhor para alcançar grandes resultados e representar Portugal ao mais alto nível?

BS – Acredito que qualquer piloto na sua carreira sonha correr em três grandes corridas: 24h Daytona, Circuito do Mónaco ou 24 Le Mans. Eu terei oportunidade, para já, de fazer uma delas, logo a motivação e orgulho é ainda maior. Sou competitivo de natureza, logo anseio dar o melhor sem nunca esquecer que dependemos também dos nossos colegas do carro 77. Farei o melhor para erguer a bandeira de Portugal sempre!

Eu e a Bru estamos juntos há três anos, casados há um. Acho que isso mostra o quanto esta era uma história de verdade. Parece um conto de fadas, o amor cura tudo.

Bernardo Sousa

DN – Para além da sua experiência, vai ter uma equipa técnica a apoiá-lo e conta com um carro especial. Pode descrevê- lo?

BS – A Proton e a Multimatic são dois gigantes do mundo das corridas, e tendo o Ford Mustang como base, temos a receita especial para alcançar grandes feitos. O carro é muito potente, são quase 600cv de potência, 1300kg muito ágeis e que proporcionam grandes emoções.

DN – Este é um dos maiores desafios profissionais da sua vida?

BS – Existem sempre melhores desafios, mas até a data sim, este é aquele que mais me deixou ansioso por começar.  

Live com… Bernardo Sousa:

DN – Quais foram as viagens que mais gostou até ao momento?
BS – Nova Zelândia, Argentina e Japão.

DN – Qual é o seu prato preferido?
BS Pasta, qualquer uma…

DN – O que mais gosta de fazer nos tempos livres?
BS – Estar com a minha mulher e família, desfrutar dos barcos da Sardinha do Tejo, no rio Tejo ou ir até a ilha da Madeira.

DN – Que tipo de desporto pratica, para além do desporto automóvel?BS – BTT, Caça submarina e hiking…

DN – Para além de ser piloto também é empreendedor e empresário. Gosta de assumir estas funções?
BS –
A Sardinha do Tejo é um grande desafio em termos empresariais, mas os meus sócios e a minha equipa fazem com que tudo seja menos difícil. Sou muito feliz nessas funções, mas sem uma grande equipa não se consegue. 

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